A Fenajufe apoia a mobilização dos sindicatos de base diante do déficit de R$ 266 milhões na Justiça Federal e cobra uma solução que preserve os pagamentos da categoria.
Nesta terça-feira (6), o Conselho da Justiça Federal (CJF) e os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) se reuniram para discutir o fechamento das contas de 2026.
Em setembro, a Fenajufe já havia cobrado do CJF a garantia do pagamento integral das verbas das servidoras e servidores até o fim do ano. Na ocasião, também chamou atenção para despesas com pessoal e passivos funcionais, especialmente valores destinados à magistratura.
Segundo o CJF, quase 80% do déficit está relacionado à antecipação do Adicional de Qualificação (AQ). O Conselho afirma que o orçamento previa a atualização do adicional a partir de julho, mas os pagamentos começaram em janeiro.
A Fenajufe rejeita que o AQ seja colocado como responsável pela falta de recursos. O adicional é uma conquista da categoria, garantida após anos de mobilização, e seu pagamento não pode servir de justificativa para qualquer prejuízo às servidoras e aos servidores.
Os sindicatos de base também pressionam por uma saída que não retire direitos da categoria. O Sintrajufe/RS questiona a explicação apresentada pelo CJF e chama atenção para os gastos com vantagens destinadas à magistratura. Para o sindicato, não é aceitável colocar o AQ no centro do problema sem considerar outras despesas da Justiça Federal.
Após a reunião desta terça-feira, o CJF informou que busca uma saída para garantir os pagamentos. A expectativa é resolver a situação até novembro, sem atraso ou corte de salários.
Para a Fenajufe, o déficit não pode ser resolvido às custas da categoria. Salários, 13º, benefícios e adicionais são direitos e precisam ser garantidos integralmente. A Federação seguirá acompanhando as discussões no CJF e apoiando a mobilização dos sindicatos de base.
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