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Reivindicando aprovação do seu PCS, servidores do TRT entram em greve no Amazonas

 

Desde 2009 sem reajuste salarial, os  servidores da Justiça do Trabalho paralisaram suas atividades nesta quinta-feira (18) em Manaus.
A greve por tempo indeterminado visa fortalecer o movimento nacional que já atinge mais de 20 estados na luta pela aprovação do PLC 28/2015, que atualiza o Plano de Cargos e Salários dos trabalhadores do Poder Judiciário da União, defasado há seis anos.
"O projeto, que já passou pela Câmara dos Deputados, deveria ter sido votado na última quarta-feira (10) no Senado, mas, por uma manobra do governo, foi retirado da pauta e empurrado para o dia 30 de junho. Não podemos mais aceitar isso, pois já esperamos demais", argumenta o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima (SitraAM/RR), Luis Claudio Corrêa.
Ele informou que uma portaria da presidência do TRT  definiu um perpercentual de 50% de servidores para continuar o atendimento ao público, mas o sindicato vai recorrer para que seja de apenas 30% dos serviços essenciais, como manda a lei de greve.
Ainda conforme o sindicato, a paralisação, que atinge  principalmente a área de atendimento nas varas do trabalho e setor de reclamação, começou com uma adesão bastante satisfatória e deve continuar crescendo nos próximos dias.
"A portaria fala em 50%, mas vamos lutar para alcançar até 70%. Afinal, não dá para ouvir a queixa de um reclamante sabendo que ninguém está ouvindo a sua. Não tem como se trabalhar numa conciliação quando se está vivendo um verdadeiro litígio", argumenta o vice presidente,  Alan Farias.
Já o servidor Carlos Louzada,  da 14a Vara do Trabalho, diz que "é uma  vergonha a casa que visa atender aos direitos dos trabalhadores não conseguir defender os pleitos dos seus próprios servidores" e informa que em seu setor todas as audiências foram suspensas. "Só vamos atender se for algum acordo.  Fora isso estamos parados".
O PLC 28/2015 prevê uma correção média de 59,49% no salário dos servidores, que deveriam ser pagos em seis parcelas entre julho de 2015 e dezembro de 2017. 

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