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Convocando a população à luta, grito dos excluídos pede por direitos e democracia

Como em outras capitais do país, integrantes da Igreja Católica, movimentos sociais e sindicais, além de grupos minoritários, realizaram em Manaus, neste feriado de 7 de setembro, Dia da Independência, mais um Grito dos Excluídos.

O evento, que chegou a sua 23ª edição, ocorreu na avenida Itaúba, zona leste da cidade, e reuniu cerca de mil participantes, que caminharam da frente da Escola Municipal Helena Augusta Walcott até à Bola do Produtor.

“A ideia desse evento é fazer reflexões sobre as problemáticas de políticas públicas que faltam ao nosso Estado. Uma delas é a questão da segurança, pois todos os dias temos ônibus, casas e escolas assaltados, devido à falta de estrutura no setor. Fora a questão da educação, saúde e saneamento básico, entre outras que são pertinentes a essas políticas públicas. Estamos aqui clamando, principalmente, pelas pessoas que não têm como lutar por seus direitos”, comentou a coordenadora do Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus, Patrícia Cabral.

A concentração para o Grito dos Excluídos começou por volta das 15h, mas a caminhada só iniciou por volta das 16h, sob sol intenso e muito calor. Na abertura do protesto, os participantes receberam uma bênção especial do arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, segundo quem a crise política e econômica do país afeta, sobretudo, os mais pobres. “A qualidade de vida das pessoas está diminuindo cada vez mais e entre os principais afetados estão os idosos e jovens, que sofrem com a falta de assistência e oportunidades”.

Ainda no começo do Grito dos Excluídos, crianças e adolescentes integrantes da Pastoral da Juventude fizeram algumas encenações refletindo sobre o tema propostos para 2017, ‘Vida em primeiro lugar’, cujo lema foi ‘Por direito e democracia, a luta é todo dia’.

Entre os destaques das reflexões estiveram a defesa dos biomas brasileiros, o fim da violência contra a mulher, mais oportunidade para os jovens, segurança para o Estado e a luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores, que vem sendo orquestrada pelo corrupto governo Michel Temer e sua corja de aliados no Congresso Nacional, onde se curvam aos interesses do grande capital.

 

Desmandos

“Estamos aqui para gritar contra os desmandos do governo e pedir por políticas públicas que favoreçam a juventude, principalmente na questão do emprego, tendo em vista que o jovem termina o ensino médio, até mesmo a faculdade, e não tem onde trabalhar”, comentou Inaldo de Castro, integrante do Levante Popular da Juventude de Manaus.

Os manifestantes desceram toda a avenida Itaúba com as diversas lideranças religiosas e populares se revezando em reflexões no carro som que conduzia a passeata em direção à Bola do Produtor, onde continuaram suas falas conclamando o povo a lutar por seus direitos e a não aceitar a retirada de conquistas tão importantes, especialmente à classe trabalhadora.  

“Nesse momento de intenso ataque aos trabalhadores e às classes menos favorecidas da população, é hora de gritarmos ainda mais forte. Por isso nos unimos nesse evento liderado pela Igreja Católica, mas que congrega diversos movimentos sociais que clamam pelas minorias que não têm voz para lutar por seus direitos”, comentou o vice-presidente do SitraAM/RR, Luis Cláudio Correa, que durante o evento deste dia 7 também representava a Frente Popular de Lutas ‘Fora Temer’.

Ele e outros integrantes do movimento convidaram a população a se fazer presente, no próximo dia 14 de setembro, à mais um ato contra dos desmandos do governo, que vai acontecer a partir das 7h no chamado Bosque da Resistência, localizado na entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na avenida General Rodrigo Otávio, Japiim, zona Sul. “Precisamos fazer um grande movimento, ainda mais que as greves gerais já acontecidas no primeiro semestre deste ano, e mostrar para esse governo corrupto toda a nossa insatisfação com essas reformas que só prejudicam quem produz nesse país”, comentou.

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