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Contra a retirada de direitos, Marcha da Mulheres reúne 1.500 pessoas em Manauss

Mulheres de vários lugares do mundo saíram às ruas nesta quarta-feira (8) para lutar por seus direitos e em Manaus, o Dia Internacional de Lutas da Mulher não foi diferente. A ‘celebração’ da data reuniu cerca de 1.500 pessoas na ‘Marcha da Mulher’, organizada pela ‘Frente de Lutas Manaus Contra a Retirada de Direitos’, constituída pelo SitraAM/RR, Pró-Sindicato dos Psicólogos, Luta Educador, Movimento Mulheres em Luta (MML), Mulheres Pela Democracia, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM), APS, União da Juventude Comunista (UJC), CSP-Conlutas e Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL), entre outras entidades.

Com saída às 16h, da Praça da Saudade, estudantes, CUT, CTB, CSP-Conlutas, UGT, Nova Central dos Trabalhadores (NCST), Movimento de Luta Popular (MLP), Ordem dos Advogados do Brasil, coletivos, militantes LGBT’s e dos partidos PSTU, PC do B, PCB, PT, PSOL e Rede percorreram as ruas do Centro da capital amazonense sob gritos de ordem, com bandeiras e faixas em direção à Praça da Polícia, para protestar contra os ataques que o governo federal vem protagonizando contra os trabalhadores.

Alertando à população em geral, os manifestantes ressaltaram a retirada de direitos que a Reforma da Previdência (PEC 287/16) promoverá se for aprovada, além de enfatizar o quão prejudicial à classe trabalhadora são as propostas da Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer.

Segundo o vice-presidente do SitraAM/RR, um dos organizadores da marcha, Luís Cláudio Corrêa, a reprovação às matérias propostas é unânime. “A marcha unificou centrais, sindicatos e movimentos sociais, estudantes e movimento de mulheres em torno da rejeição à Reforma da Previdência, que não reconhece a condição de mulher na sua jornada dupla de trabalho e só retira direitos”.

Já Eurides Alves, da Rede Unidos Pela Vida que integra o FPMM, reafirma o descontentamento e enfatiza que a decisão da sociedade de enfrentar os ataques do governo intensifica a luta feminina.

“A reforma da previdência prejudicará toda a classe trabalhadora e de modo particular às mulheres. Primeiro pela tentativa de equiparar a idade, pois nós sabemos que as mulheres têm uma jornada muito além do trabalho formal. Tem ainda a questão das trabalhadoras rurais e a exclusão de fato, de todos os direitos específicos das mulheres. Este é um dos de muitos atos que virão do movimento e inclusive, se necessário for, faremos ocupações nas agências do Instituo Nacional de Segurança Social (INSS)”, afirma Eurides.

A marcha terminou com manifestações artísticas, como apresentação do Maracatu Baque Mulher, hip-hop e homenagens às mulheres que foram vítimas de violência em decorrência do machismo e feminicídio. Marcado para acontecer no próximo dia 15, o Dia Nacional de Lutas pretende mobilizar sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis para irem novamente às ruas em passeatas e atos contra a reforma da Previdência. As ações estão sendo programadas e serão divulgadas em breve.

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