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Governo propõe aposentadoria impossível para o trabalhador. Servidores terão o mesmo regime

O governo Temer defendeu a adoção de uma idade mínima para que a aposentadoria continue a ser paga aos trabalhadores nesta e nas próximas gerações, sem falar que a idade para receber a aposentadoria integral pode chegar a 67 anos e a 49 anos de contribuição..

Em um discurso sobre a necessidade de se fazer uma reforma ampla, Temer disse a senadores e deputados que a reforma da Previdência encaminhada ao Congresso será "amplamente debatida" durante sua tramitação no Legislativo.

"Manter sustentável a Previdência exige induvidosamente uma reforma, sob pena de colocar em risco recebimento de aposentadoria, pensões e demais benefícios previdenciários desta e das próximas gerações. Temos longa experiência no Parlamento e sempre fizemos pequenas reformas. Chega de pequenas reformas", disse Temer. A ideia é postergar a concessão da aposentadoria, o que só pode ser feito pelo estabelecimento de uma idade mínima. Porém, o governo não explica como fica a vida dos trabalhadores que exercem atividades diferenciadas, como professores, atividades insalubre e outros.

Sem explicar que o segurado está recebendo por aquilo que contribuiu ao longo da vida, Temer disse que a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é hoje de 54 anos. "O segurado permanece mais de 20 anos recebendo e ainda pode deixar pensão para os seus dependentes. Em alguns grupos o tempo de gozo do benefício é superior ao tempo de contribuição", disse.

De acordo com o presidente, as novas regras valerão "integralmente" para os mais jovens, mas haverá uma transição para os trabalhadores com 50 anos ou mais. Temer lembrou também que os que já completaram o tempo de serviço mínimo "não precisam se preocupar", porque não serão atingidos. Porém, o trabalhador não pode respirar aliviado, pois as futuras gerações (filhos, netos) trabalharão 46 anos e a grande maioria não vai poder se aposentar.

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